N.E.P.A.L
Budhas Ao Redor Do Mundo

Never Ending Peace And Love

Ao mochilar (palavra inventada, eu sei) pela Ásia em 2003, tive a felicidade de ter na minha rota o Nepal. Ao lado da minha irmã Denise, viajamos por 15 dias pelo país. Eu poderia aqui contar sobre a quantidade bizarra de arroz com lentilha que comi por lá (sou fã de arroz, então me senti em casa), sobre o passeio de barco em Pokhara (vale a pena!!!), sobre o passeio no Chitwan National Park (passeio de elefante), sobre a viagem maluca que foi ir de taxi, ônibus, trem e taxi para Varanasi na Índia, sobre o Monkey Temple em Kathmandu. Por sinal, vai uma dica, que lá em 2003 fazia sentido. Talvez ainda faça hoje em dia: ao chegar no Monkey Temple e subir as escadas (são 360 degraus), há uma entrada na qual somos cobrados. Mas, se você me ouvir, não vai pagar nada: entre pela entrada lateral. Não tem custo nenhum. Coisas que só no Nepal acontecem. Enfim, nesse mesmo Monkey Temple (imaginem centenas de macacos ao teu redor, todos soltos), é preciso cuidar dos seus pertences. Cuidado com as máquinas fotográficas, comidas, óculos... Os macacos roubam mesmo. A cena mais engraçada foi de uma austríaca. Minha irmã e eu havíamos conhecido ela na fila da embaixada da Índia em Kathmandu, onde fazíamos nosso visto para aquele país. Convidamos ela então para ir ao Monkey Temple conosco. No caminho, ela parou numa farmácia e saiu de lá com uma sacola plástica. Ao chegar ao templo dos macacos, um deles se aproximou e roubou a sacola dela! O macaco subiu na árvore mais alta, abriu a sacola, rasgou a embalagem e.... começou a jogar lá de cima os absorventes femininos da pobre da austríaca. Estava chovendo absorventes femininos (não usados). Coitada, ela morreu de vergonha.
 
Bom, em Kathmandu, a dica para meus amigos mochileiros é ficar em Thamel.
Thamel é a Khao San Road de Kathmandu. (Khao San Road é a rua dos mochileiros em Bangkok, na Tailândia). Em Thamel , você encontra centenas de pousadas, lojinhas que vendem de tudo, principalmente os chás nepaleses e tibetanos, artesanatos, etc, padarias com comidas ótimas, além de restaurantes tradicionais onde são servidos os pratos nepaleses, inclusive o tal do Daal Baht (arroz com lentilha) que eu tanto comi, o que me rendeu o apelido de Daal Baht King.
 
 
Ao chegar em Kathmandu, deixar as coisas na pousada e sair pra caminhar e conhecer os arredores, um menininho, dos seus 6 anos se aproximou de mim:
Ele: “Where do you come from, sir?”
Eu: “Brazil” Eu disse.
Ele: “Brazil? Capital is Brasilia!”
Eu: “Wow, you’re very intelligent!”
Ele: “Tell me the name of another country, sir”.
Eu: “Uruguay”
Ele: “Capital Montevideo”
Eu: “Argentina”
Ele: “Buenos Aires! See? Now you give me money because I know all the capitals”.
Eu tinha que pensar rápido, numa bem difícil:
Eu: “Ok, how about Honduras?”
Ele: “Honduras, I don’t know”
RÁÁÁÁÁÁ. Naquele momento, eu me livrei de ter que dar a grana pro carinha. Casca, eu era um mochileiro pé rapado com 20 anos com uma longa viagem ainda pela frente. Cada centavo economizado era uma vitória...
Expliquei pra ele que ele não acertou tudo então não daria o dinheiro, mas que ele tinha aprendido que a capital de Honduras era Tegucigalpa e que isso serviria no futuro dele! Sim, fui muito sacana, foi mal!
Putz, será que ele era o gurizão do Quem Quer Ser Um Milionário? Não, não...aquele era da Índia. Que por sinal...será o tema da minha próxima história dos Budhas pelo Mundo! 
 
 
 





Por: Cau Khe Rhi
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