SEGUNDO LUGAR: Por sorte, a sorte
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Era impossivel evitar de olhar para aquela luz piscante. Doze, doze, doze. Hipnotizado só me perguntava o que poderia representar aquele numero. Doze, doze, doze. Doze! Demorei para perceber, mas tinha faltado luz e o despertador não tocou.


Em um rapido planejamento matinal tinha poucos minutos para chegar a entrevista. Resumi a quatro pontos importantes: banho, roupa, documentos e café. Eu queria muito aquele emprego e não poderia me esquecer de nada. Após uma supérfula jogada de água na cara e no cabelo, puxei a primeira camisa polo que vi quando abri o armario (precisava parecer sério), coloquei a calça e o casaco que já estavam perto da saida, xicara de café na mão e sai de casa. Ainda dava tempo, mas teria que agir rápido.
 

Chegando no local da entrevista, entrei e já me posicionei como ultimo da fila. Entramos todos e sentamos em cadeiras que já estavam posicionadas em forma de circulo. Observava todos que la estavam, nas suas camisas sociais e blazers, enquanto eu tirava meu casaco. Foi quando percebi. Aquela primeira camisa que consegui puxar não era polo, mas sim uma do Budha Khe Rhi. Ela raramente saia do meu corpo, mas não fazia o estilo da ocasião. Como não queria demonstrar fraqueza, antes de sentar ainda fiz questão de mostrar a todos o que eu estava usando. Terminada a entrevista, estava querendo ir embora o quanto antes para não prolongar a minha estadia, quando ouvi algo qeu mudou meu ponto de vista:
 

- Finalmente alguém com atitude. Eu gosto das pessoas que já na apresentação se mostram diferente. Enquanto todos estão iguais, você veio no seu estilo. Parabéns.
 

Tudo porque puxei a camisa do Budha ao invés de outra qualquer.
 





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